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domingo, 4 de dezembro de 2016

Logradouro

Você habita o próprio centro
de um coração que já foi meu.
Por dentro torço pra que dentro
em pouco lá só more eu.

Livre de todos os negócios
e vícios que provêm de amar
lá seja o centro de alguns ócios
que escolherei por cultivar.

E pra que os sócios vis do amor,
rancor, dor, ódio, solidão,
não mais consumam meu vigor,

amado e amor banir-se-ão
do centro rumo a um logrador
subúrbio desse coração.

 (CÍCERO, Antonio.Guardar, Rio de Janeiro,Record, 1996, p. 71)


O texto mais polêmico da aula de Interpretação de Textos..

Sobre o que trata este poema?
O coração do próprio autor ou um amor mal resolvido?


  • sábado, 12 de novembro de 2016

    A Long time Ago

    E, de repente, me dei conta que se passaram eras desde minha última estada aqui...

    Milhares de motivos pra este hiatus, ou nenhum.
    (Vai saber...)

    Enfim, o tempo passa.

    Amores e planos acabam.
    Amizades se vão.
    Pessoas que teimam em demosnstrar sua total ausência de caráter.
    Problemas de saúde, cirurgia.
    Mas, você é uma sobrevivente e sempre será, não importa o que aconteça.

    Mudança de apartamento.
    Querer abraçar o mundo, sem muito sucesso.
    Seus bichos pra cuidar.
    (E mais uns outros que acabarem surgindo pelo caminho)

    Objetivos (res)surgem no horizonte.
    E que podem mudar a qualquer tempo, pois nada é estático.
    De certa forma, por agora, basta seguir as apostas.

    Talvez seja esse o segredo da vida: sempre buscar algo.
    (E perder a noção do tempo no meio desta busca...)
    Assim, é a vida que segue...

    PS: Tentarei ressuscitar este blog, só falta arranjar assunto... ];-p

    domingo, 8 de dezembro de 2013

    Confissão (Mário Quintana)

    Que esta minha paz e este meu amado silêncio
    Não iludam a ninguém
    Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta
    Nem tampouco a paz compulsória dos cemitérios
    Acho-me relativamente feliz
    Porque nada de exterior me acontece...
    Mas,
    Em mim, na minha alma,
    Pressinto que vou ter um terremoto!


    Tudo começa com um leve e progressivo borboletear...
    Tenho dito! (Ou, não dito!) 
    Vai saber, né?   ];-p

    segunda-feira, 18 de março de 2013

    Esotérica


    Se tem uma cartinha que me persegue desde "priscas eras"...



    A mensagem deste arcano é muito clara: identifique as coisas, pessoas, hábitos ou situações que não lhe servem mais e gentilmente se despeça de tudo isso. Esta é a hora de separar o joio do trigo, de encarar a necessidade de abrir mão de todas as coisas as quais você se apega, mas que não fazem mais sentido. Pode ser um processo doloroso, mas você entenderá como se trata de algo necessário.


    Continuo tentando jogar fora a coisa certa, mas não está tão fácil assim descobrir qual é esta coisa...

    quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

    Que Este Janeiro Termine!

    Dias passam
    Lentos ou rápidos
    Isso importa mesmo?

    Intolerância, ganância!
    Tragédias sobre tragédias!
    Será que o mundo não terminou mesmo?

    Num semáforo durante a madrugada,
    Ou, em meio a fumaça e fogo...
    A tristeza não pode mudar o passado!

    Mas, talvez, se possa mudar o futuro...

    segunda-feira, 1 de outubro de 2012

    Nada de Novo Tudo de Novo


    Aquela coisa, de ficar olhando pelo vidro da janela.
    Ouvindo aquela música ao fundo.
    Sentindo o cheirinho do café.
    (Ah, o café, sempre o café...)

    Comodismo vicia!

    Mas, é tão bom simplesmente se deixar levar pela correnteza...
    (No sentindo conotativo, pois no literal pode resultar numa queda bem feia...)
    É mais fácil, gera menos stress (?)...
    Apenas, se deixar, despreocupadamente, levar...

    Só que depois de um tempo, até isso, cansa!
    Ficar pensando que vai ficar sempre naquela mesmice.
    Afinal, a corrente sempre vai para o mesmo lado, não é?
    (Deve ser esta coisa de não controlar a direção que me incomoda...)

    Não consigo ficar parada muito tempo!
    Preciso começar coisas novas: fazer e acontecer.
    Ver algum resultado em alguma coisa.
     
    FATO:Passou a "ressaca do pós-graduação"!

    domingo, 1 de julho de 2012

    Sub Judice

    Discreto temor
    De algo líquido e certo
    Tal qual sentença

    A legítima expectativa
    De um destino 
    Prestes a ser escrito...

    Infames danos morais!
    Ninguém sabe o que passa
    Na cabeça do Juiz Eterno...

    sábado, 23 de junho de 2012

    E agora?


    Saiu do papel, a dita monografia.
    E eu, que sou meio desalentada com o mundo...
    Fui guiada para outros saberes...
    (Nada acontece como o planejado mesmo!)

    E agora, me sinto perdida: Missão cumprida!
    (Ou, quase cumprida, pois falta a banca)
    Não sei mais o que fazer...
    Onde devo ir?

    Ou sei: Voltar ao início...
    E pensar: Preciso começar! Preciso começar!
    Tomar a coragem dos inconformados, outra vez.

    E andar mais um passo.
    Sair da sombra confortável da árvore.
    Aquela, na beira da estrada...
    E caminhar...

    domingo, 6 de novembro de 2011

    (Ir)realidade Líquida

    As portas fechadas
    E as campainhas que se recusam a soar
    Imersas num frágil hedonismo imediatista...
    Fazem o tempo e a realidade deixarem de existir...

    Tudo podia ser tão fácil, às vezes...
    Mas a vida parece ser feita para não se dar valor
    Ao que se tem
    Ou,  se ter o que não se quer
    Ou, ainda, dizer que não se quer o que se tem

    Essa fluida vida Baumaniana já me cansa...

    Como desejar algo menos tênue?
    Num mundo onde a única certeza que temos
    É que faremos as escolhas erradas?
    Pois não queremos "nos desgastar"
    Pelas escolhas certas?

    domingo, 2 de outubro de 2011

    Coisas de Gordinha

    Hoje finalmente resolvi escrever um pouco sobre os últimos meses, já que tenho fugido do tema "meu emagrecimento", ainda que várias pessoas tenham me cobrado sobre o assunto.
    Deve ser resultado do almoço de sábado com as gurias do LighTchê. 
    (Segundo a minha irmã, o almoço das "gordinhas em recuperação").

    Vou dizer, a vida não é fácil prá quem está acima do peso:
    - Existe uma tremenda discriminação (Todo mundo acha que o obeso é um perdedor, não adianta vir com esse papinho de que é mentira, por que não é...)
    - Não se escolhe a roupa, a roupa escolhe você (É cara e, ainda por cima, não veste bem!)

    Então, um dia, você conclui que já chegou ao fundo do poço (Obesidade Grau III, baby) e decide tomar uma atitude, afinal, não tem mais prá onde correr. Qual a primeira coisa que acontece? 
    Todo mundo que você conhece te convida prá todos os eventos sociais possíveis e imagináveis.
    Se houver comida, pode ter certeza, colocam o seu nome na lista.
    (Eu chamo isso de sabotagem silenciosa.)

    Bom, você vence o primeiro grande desafio e sobrevive ao boicote, bebendo a sua água mineral com gás nas baladas e, ocasionalmente, dando uma escapadinha da dieta. (Afinal, ninguém é de ferro e "a coisa é bem assim": Dieta precisa ser um dia de cada vez, ou a pessoa não aguenta e desiste.)
    Emagrece alguns quilos e começa a boataria: "fez a cirurgia aquela", "está tomando remedinho prá emagrecer" e "está com uma doença"...

    Sério, será que é tão difícil assim, alguém imaginar que o ser humano resolveu "entrar de regime"?
    O pretinho básico: My Plate da Michelle Obama, reduzir o carboidrato, cortar as frituras, largar o refrigerante e aquela cervejinha... 
    Pois é! E depois de fazer tudo isso, firmemente por meses, algum idiota vem e, como um golpe de misericórdia, ainda te diz:
    "Quero ver tu conseguir manter o peso, dizem que depois a pessoa engorda mais ainda!"

    Estes dias fui numa destas lojas de departamento e comprei uma calça de "numeração normal", a primeira em três anos. E eu, que passei  boa parte da vida oscilando entre o 42 e o 44, achava que era gorda antes!
    Nada como um dia ter precisado vestir roupa de "numeração especial" (Politicamente correto, hein?) para ter um pouco de noção da realidade.

    Pronto, aqui está, mas, confesso, me senti naquelas reuniões dos Alcoólicos Anônimos, que aparecem nos seriados de TV, ao escrever este post: "Meu nome é Simone e eu sou gorda, hoje fazem 185 dias que eu estou em reeducação alimentar."

    terça-feira, 23 de agosto de 2011

    Assim te Vejo

    Te vejo como és, 
    Talvez, "um pouco",
    Como queria que fosses...

    Assim, simples e despreocupado...
    Mas, de igual jeito,
    Insondável e indecifrável...

    Vejo-te em tudo e em nada
    De uma forma meio egoística
    Meio pecaminosa e pervertida, até...

    Combatente de uma guerra vencida,
    Ou, o escravo de uma alma possuída,
    Aos poucos  e completamente meu.

    Tão platonicamente ideal
    Quanto pares perfeitos
    Podem ser reais

    Um pouco de inspiração, finda a agonia das malditas análises jurispudenciais...

    terça-feira, 24 de maio de 2011

    Ainda que não seja uma promessa...

    Por vezes, sinto que me persegues...
    Mesmo nos meus sonhos...
    Fazes questão de por lá, ainda, estar...

    E, da mesma forma que fujo de ti...
    Em realidade, foges de mim...
    Mesmo que não o saibas...

    Quiçá certo dia apareça um desfecho...
    Tal qual deveria ser...
    Ou, porventura, ter sido...
    Até lá, seguimos assombrando um ao outro.

    segunda-feira, 14 de março de 2011

    Dos lugares esquecidos no tempo

    De repente lá estava eu...
    Por que nunca mais havia andado por ali?
    Séculos haviam se passado...

    Acho que lugares são como pessoas...
    Algumas vezes os perdemos,
    Outras, reencontramos...

    Apenas imagino que as pessoas e os lugares,
    jamais permanecem os mesmos para sempre...

    Ainda falta descobrir se isto é bom, ou mau...

    terça-feira, 27 de julho de 2010

    Pequena Crônica do Inevitável

    Por vezes, sinto uma falsa ansiedade,
    enquanto prolongo meus escolhidos sofrimentos…
    Um desejo de que o inexorável aconteça…
    De maneira rápida, indolor…
     
    Mas o doce degustar da dor,
    que parece ser de lentidão interminável,
    apenas traz certezas
    mais imutáveis que o iminente destino...
     
    Que seja!


    domingo, 25 de abril de 2010

    Cada um com seus Problemas


    Nada de novo no Reino da Dinamarca,
    mas, como é de se esperar, algo de podre...
    Talvez seja a antiguidade da coisa...

    Nestes tempos, em que quase não me reconheço,
    as intrigas da Corte, já não divertem como antes...
    Nem mesmo os ocultos segredos dos pactos selados pelos corredores...

    De qualquer modo, sempre desconfiei que a inocência não cai bem para algumas pessoas...
    E cada vez tenho mais certeza disso...

    Por enquanto, outros melhores assuntos me ocupam...
    Do maldito bloqueio criativo ao caos doméstico!
    E entre as declaradas amenidades, a omitida relevância:
    Contagem regressiva...

    sábado, 27 de junho de 2009

    Ao Vento

    Ser como um pequeno barco
    levado ao sabor das ondas...

    Percorrendo um caminho,
    que parece cada vez mais longo,
    por causa da mudança das correntes...

    Como evitar sair da rota,
    quando não se sabe qual é o destino?

    sexta-feira, 12 de junho de 2009

    Amar...

    Como letra e música,
    que se completam
    em sons de melodia...

    Como o calor de mil sóis,
    em meio a explosão,
    das batidas do coração...

    Como dias de chuva,
    em milhares de gotas,
    tomando conta de tudo...

    Como o vagar da eternidade,
    buscando alcançar o infinito...
    Sem princípio, nem fim...

    sábado, 6 de junho de 2009

    Zerando o Cronômetro

    Ano passado, eu estava indo em um aniversário.
    Foi a noite em que me encostaram uma arma na cabeça.
    Coisa chata, uma festa fazer lembrar disso, né?

    Bom, finalmente completei a missão,
    cheguei onde deveria ter ido,
    mesmo que com um ano de atraso...

    Pensar nisso é meio estranho,
    mas a garagem pareceu segura de novo.
    Como se simplesmente ter feito o que havia sido impedida de fazer
    tivesse o poder mágico de fechar um ciclo.

    Agora, recomeço daqui,
    o cronômetro está zerado.

    sexta-feira, 1 de maio de 2009

    Pausa

    Fugir para um misterioso universo paralelo,

    onde o tempo não existe...

     

    E, ansiar, pretensiosamente,

    parar o tempo de outro...


    Somente para viver

    ao ritmo de respirações e sentidos...

     

    Fechar os olhos e

    perder-se ao som das ondas,

    sentindo a brisa ao pôr-do-sol...

     

    Ou, num mundo verde qualquer,

    aventurar-se sob o céu coberto de estrelas,

    ouvindo o sussurrar da noite...

     

    Do alto das montanhas frias,

    cercadas pela neve branca,

    observar ao longe...

     

    O caos habitar o mundo exterior,

    onde o tempo existe...

     

    PS: E dizem que prova de Direito Penal não gera inspiração...