E, de repente, me dei conta que se passaram eras desde minha última estada aqui...
Milhares de motivos pra este hiatus, ou nenhum.
(Vai saber...)
Enfim, o tempo passa.
Amores e planos acabam.
Amizades se vão.
Pessoas que teimam em demosnstrar sua total ausência de caráter.
Problemas de saúde, cirurgia.
Mas, você é uma sobrevivente e sempre será, não importa o que aconteça.
Mudança de apartamento.
Querer abraçar o mundo, sem muito sucesso.
Seus bichos pra cuidar.
(E mais uns outros que acabarem surgindo pelo caminho)
Objetivos (res)surgem no horizonte.
E que podem mudar a qualquer tempo, pois nada é estático.
De certa forma, por agora, basta seguir as apostas.
Talvez seja esse o segredo da vida: sempre buscar algo.
(E perder a noção do tempo no meio desta busca...)
Assim, é a vida que segue...
PS: Tentarei ressuscitar este blog, só falta arranjar assunto... ];-p
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sábado, 12 de novembro de 2016
segunda-feira, 18 de março de 2013
Esotérica
Se tem uma cartinha que me persegue desde "priscas eras"...

A mensagem deste arcano é muito clara: identifique as coisas, pessoas, hábitos ou situações que não lhe servem mais e gentilmente se despeça de tudo isso. Esta é a hora de separar o joio do trigo, de encarar a necessidade de abrir mão de todas as coisas as quais você se apega, mas que não fazem mais sentido. Pode ser um processo doloroso, mas você entenderá como se trata de algo necessário.
Continuo tentando jogar fora a coisa certa, mas não está tão fácil assim descobrir qual é esta coisa...

A mensagem deste arcano é muito clara: identifique as coisas, pessoas, hábitos ou situações que não lhe servem mais e gentilmente se despeça de tudo isso. Esta é a hora de separar o joio do trigo, de encarar a necessidade de abrir mão de todas as coisas as quais você se apega, mas que não fazem mais sentido. Pode ser um processo doloroso, mas você entenderá como se trata de algo necessário.
Continuo tentando jogar fora a coisa certa, mas não está tão fácil assim descobrir qual é esta coisa...
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
sábado, 25 de abril de 2009
De volta ao Colégio
Eu me sentia meio em casa no lugar onde sempre ficava…
A minha rotina, os meus lugares…
(Saber como desvendar os caminhos até os pontos mais longínquos da cidade…)
As pessoas de sempre, a bagunça no café da manhã.
(A minha família nunca se reunia para comer: eu DETESTO comer sozinha.)
Reuniões em lugar com alojamento era algo que, com certeza, eu não esperaria…
Os tais alojamentos tem um ar de casa do estudante mesmo...
(Ok, casas do estudante não são duplex…)
As pessoas se reunem para pedir tele-qualquer-coisa.
(Sempre tem um quarto que é a “Central da Muvuca”…)
(E, para matar o tempo, pôquer e truques com cartas…)
Causos e conselhos turísticos...
(Um jeito de matar a saudade de casa?)
Esta distante cidade dentro da cidade é cheia de mistérios…
Cheia de infindáveis caminhos e túneis.
E, segundo um amigo, um fantasma no bloco E.)
Numa ilusão de ótica os túneis parecem não ter fim, mas sua saída está bem ali…
(Maldosamente, comenta-se que este seria um bom lugar para umas câmaras de tortura…)
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Tentando Voltar a Normalidade
Porto Alegre, sexta-feira, 4 de abril, 13h!
Passados 34 dias no meio do mato, finalmente cheguei.
Lá diziam que eu tinha vindo de outro país.
(O som da cidade, o clima civilizado... Aqui é outra coisa mesmo...)
Milhares de fotos e, quem sabe, um pouquinho a mais de juízo na cabeça.
(Essa é a parte mais difícil...)
Primeiro impacto: O caos instaurado em casa!
(Eu sabia que não iam mandar fazer faxina! Praga!)
Todas as coisas que das malas espalhadas pela casa...
(Levarei uma semana prá organizar tudo...)
Primeira ação: comunicação oficial da volta!
(Seguida de uma visitinha do "Seu Irineu" prá de ter certeza que as onças não tinham tirado pedaços da filhinha.)
Aproveitei prá despachar parte das coisinhas que tinha trazido.
(Fazer o quê, né? Kit papai, kit maninha e algumas coisinhas pros mais chegados ocupam espaço!)
Fome.
(Droga! Geladeira Pólo Norte...)
Tele-alguma-coisa...
(As 16 horas é difícil prá caramba...)
Supermercado urgente!
(Mais uma coisa para fazer no sabadão...)
Pôr-do-sol.
Sacada.
Chimarrão.
Pronto!
Agora me sinto em casa de verdade.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Manual de Sobrevivência na Selva - Parte 7
Os dias passam cada vez mais lentos em Nova Maringá...
As pessoas falam devagar...
O trabalho segue a passo de lesma e toda essa calmaria me estressa!
A equipe fica cada vez menor, pois a outra analista decidiu voltar para Cuiabá.
Vez ou outra, aparece alguma novidade trazida pelos matogrossenses...
Experimentei o "pseudofruto" do caju e descobri que fica mais gostoso com sal...
(Ainda vou experimentar o suco, mas a castanha ainda é imbatível!)
Comi maxixe cozido e achei o gosto meio parecido com abobrinha cozida...
Comi quiabo e achei parecido com uma "vagem metida a besta", nem bom, nem ruim.
(Ainda prefiro vagem, mas não entendo porque essa celeuma em torno de quiabo...)
Experimentei frango com pequi e fui avisada que é preciso cuidado ao comer esse negócio, porque tem uns espinhos dentro...
(Devo confessar que, mesmo conseguindo escapar dos espinhos, não gostei muito...)
Não pude deixar se experimentar o tal do tereré.
O povo disse que, além da tradicional água fria, se pode beber com leite, refrigerante(!) ou limão...
Depois da carne de anta, achei melhor não arriscar nenhuma mistura estranha e apostei no limão.
(Até ficou bom, mas ainda não troco o meu chimarrãozinho por nada...)
Aqui se bebe a cerveja com sal e limão na borda do copo, exatamente como se bebe tequila, a isto chamam de "copo sujo".
Existe também uma outra versão, com o prosaico nome de "na bundinha", em que se faz dois furos na "retaguarda" da lata.
Um dos furos é no centro e sobre ele se coloca sal grosso e sumo de limão, o outro é lateral e usa-se para beber "a coisa".
Aliás, se usa limão em tudo nesta terra, até em iscas de carne!
(Ok, é meio esquisito, mas, se não tentarem fazer isso com o churrasco, até é aceitável....)
LIÇÃO n° 9: A viagem é bem mais divertida quando se tem a mente aberta para experimentar os costumes gastronômicos locais.
Manual de Sobrevivência na Selva - Parte 6
Ainda na sexta-feira chegou a informação: Sábado, 6 da manhã, pescaria no Assentamento Arinos.
Não posso deixar que confessar que até gostei da função.
Acabo lembrando da casa de Belém Novo e das pescarias na beira do rio...
(Pena nunca se ter conseguido que um miserável peixinho mordesse o anzol!)
Nova Maringá, sábado, 7 de março, 6 h da manhã!
Bom, o horário não é muito civilizado...
(6h da manhã prá mim ainda é ontem!)
A primeira novidade já vem no caminho: Existe um seringal no Assentamento!
(Com certeza, isto não é algo que se veria no Rio Grande do Sul...)
Entramos no barco emprestado e lá fomos.
(Outra novidade, porque a minha experiência de pescaria era em terra bem firme...)
Quase um pacote inteiro de milho triturado depois, alguns peixinhos começam a morder os anzóis...
(Nessa até eu me dei bem...)
Começa mais uma daquelas chuvas repentinas e termina a nossa brincadeira.
O rio já estava alto e, segundo os locais, isso dificultou o rendimento da pescaria....
(Sei, sei... Isso teve cara é de "papinho de pescador"...)
De volta ao assentamento, peixe frito e carne de anta para o almoço.
(Por uma semana meu estômago não conseguiu esquecer a tal carne de anta...)
Nova Maringá, domingo 8 de março!
Isso sim foi um vexame!
A programação da televisão, prá variar, está uma droga!
(Aliás, em qualquer lugar do país assistir televisão aberta no domingo é uma provação...)
Sem banca de revista na cidade. Nem um mísero jornal local!
A diversão dos habitantes é ficar dando voltas de carro na única e diminuta via asfaltada da cidade...
E ficarem na frente das casas tomando chimarrão e falando da vida dos outros...
(Não, aqui não tem gaúchos, só paranaenses...)
(Aliás, os matogrossenses acham que gaúcho, catarinense e paranaense são tudo a mesma coisa!)
Que saudade dos finais de semana em Porto Alegre!
LIÇÃO N° 7: Se for comer coisas estranhas sempre é bom ter Estomazil e Enterofigon por perto...
LIÇÃO N° 8: Não esquecer de levar palavras cruzadas para garantir os finais de semana em locais "inóspitos"...
quinta-feira, 27 de março de 2008
Manual de Sobrevivência na Selva - Parte 5
Nova Maringá, período incerto e não sabido do mês de março!
Devidamente instalados na prefeitura, parece um ou outro "gato pingado" para pedir informações...
(Papelada que é bom, nada! Isso também me estressa!)
A Prefeitura possui internet via satélite e está com problemas de conexão.
(A falta de comunicação é desesperadora!)
Não aguento a "síndrome de abstinência" e compro material para fazer chimarrão.
As gurias da equipe acabam gostando da "função" e este se torna um hábito diário para elas também.
(Mulher é bicho triste! É só usar as palavras diurético, laxativo e emagrecer na mesma frase...)
Finalmente, depois de quase uma semana, conseguem resolver o problema da internet.
O acesso é quase tão lento quanto linha discada...
(Ao menos posso saber que não jogaram uma bomba atômica no país!)
Mando e-mails prá todo mundo pedindo notícias e avisar que não virei "lanchinho de onça"!
Nossa Supervisora, da equipe de Brasília, vem fazer uma visita!
(Descobrimos que o nosso escritório é o que está melhor estruturado...)
Com a ida da Supervisora para Cuiabá, temos a primeira baixa da equipe: uma das gurias, Engenheira Florestal, é convocada para atuar em outra ação da Superintendência Regional do Mato Grosso.
(Preciso ligar prá Porto Alegre e pedir para fazerem a faxina lá de casa...)
Os proprietários do hotel são paranaenses e todo final de tarde surge um chimarrãozinho com chá de boldo...
(De onde tiraram que no Mato Grosso só tem gaúcho? Aqui todo mundo é paranaense!)
A única coisa xarope é a falta de máquina de lavar...
(Esse negócio de mandar lavar roupa vai acabar saindo caro...)
O final de semana se aproxima e a expectativa de estar imcomunicável e não ter nada o que fazer por 48h é apavorante...
LIÇÃO N° 5: NUNCA MAIS VIAJAR SEM LEVAR CUIA, BOMBA E ERVA MATE!
LIÇÃO n°6: Para longas temporadas de viagem a melhor estratégia é levar roupa leve para poder lavar no chuveiro e secar rápido...
segunda-feira, 24 de março de 2008
Manual de Sobrevivência na Selva - Parte 4
Cuiabá, domingo, 2 de março, 8h da manhã!
Café da manhã tomado, vou para a portaria do hotel apreciar a civilização...
(Vai saber se aquela história do "acho que vou ter de matar o próximo almoço antes de comer" venha a ser realidade...)
Enquanto espero por ali, acabo conhecendo uma colega de Mato Grosso do Sul, guria de sorte, ficará no pólo da Cartografia, na capital.
(Por um momento lembro que quase cursei Engenharia Cartográfica... Ainda prefiro o Direito, fazer o quê, né?)
Mal temos tempo de conversar e meu Coordenador chega.
(Bah! Vou ser a primeira a ser "recolhida"!)
Meia hora depois a equipe está completa e na estrada!
(Como tem nuvens por aqui! Deve ser por isso que chove toda hora...)
Primeira parada: cidade de Jangada, água de côco.
(Nunca fui muito fã de água de côco, mas acho que vou começar a repensar este assunto...)
Acabo pegando o volante por alguns quilometros.
(Que nojo, hein? Dirigindo "viatura" em outro estado...)
Segunda parada: almoço na beira da estrada.
Uma das gurias é vegetariana e já começa a "sentir o drama" dos próximos dias...
(Na verdade, eu também já começo a "sentir o drama", porque a alimentação por aqui é só carboidrato!)
Os 80km de estrada de chão são dureza! Um "buraquedo" só!
(Sinto falta das estradas asfaltadinhas do RS...)
Nova Maringá, domingo, 2 de março, 3 horas da tarde!
Espio o celular: sem sinal!
Se não tem sinal de celular, não tem internet wap também...
(Era só o que faltava: Ilhada no meio do mato e totalmente sem comunicação...)
Pelo menos o hotel é ajeitadinho: o quarto tem ar-condicionado e o chuveiro é quente...
(Acho que "peguei trauma" depois do primeiro hotel que fiquei lá em Cuiabá...)
Eu não sabia, mas ficaria sem comunicação com o "mundo exterior" até quarta-feira...
LIÇÃO N° 4: Apesar do merchandising, nem todo o teritório nacional possui sinal de celular e sempre é bom dar uma ligadinha para "Deus e o mundo" antes de "se enfiar no meio do mato", porque nunca se sabe quando isso será possível novamente...
sexta-feira, 21 de março de 2008
Manual de Sobrevivência na Selva - Parte 3
terça-feira, 11 de março de 2008
Manual de Sobrevivência na Selva - Parte 2
Cuiabá, sexta-feira, 29 de fevereiro, 9h da manhã!
Reunião, maior diz-que-me-disse...
Todos com informações de "rádio corredor", nada oficial...
Perguntas sem o mínimo de objetividade e respostas vagas.
(Coisas que me deixam muito estressada...)
Xa-la-lá politiquês de sempre...
(Que eu, sinceramente, nunca tive muita paciência para agüentar...)
Segunda o "chefe maior" estará dando início aos trabalhos!
(Enquanto isso, todos nós, peonada,estaremos na estrada...)
Visita ao Setor e ao Comitê...
Papo com o pessoal de Cuiabá que não vai participar dos tabalhos e com os observadores de Brasília.
Papo com o pessoal de Cuiabá que não vai participar dos tabalhos e com os observadores de Brasília.
No auditório, início da distribuição das equipes: tratativas em off e formação de "panelinhas".
Parece que ser analista coloca você no topo das negociações...
(O que não faz muita diferença, pois nenhum de nós conhece a região, então, todas as localidades são iguais...)
Depois da equipe montada, os "organizadores do evento" trocam tudo!
Prá variar, alguns colegas começam a tumultuar...
Parece que ser analista coloca você no topo das negociações...
(O que não faz muita diferença, pois nenhum de nós conhece a região, então, todas as localidades são iguais...)
Depois da equipe montada, os "organizadores do evento" trocam tudo!
Prá variar, alguns colegas começam a tumultuar...
(Gente dizendo que "não brinca mais" e que só vai se estiver na mesma equipe de "fulaninho"...)
Meus colegas vão parar numa cidade a mais de 1.000km da capital...
Eu vou para a mais próxima (400km) e melhor acesso (apenas 80km de "estrada de chão").
Eu vou para a mais próxima (400km) e melhor acesso (apenas 80km de "estrada de chão").
LIÇÃO N°2: Em distribuição de equipes todo mundo tenta "vender o seu peixe" e todos os locais sempre
serão "excelentes"...
segunda-feira, 10 de março de 2008
Manual de Sobrevivência na Selva - Parte 1
Tudo começou como rumor...
Primeiro, conversas de corredores, sobre uma possível missão emergencial numa "zona de conflito".
Depois, ruídos mais fortes, com o pedido de "uma tal de lista"...
Cozimento em banho-maria por quase uma semana...
Primeiro, conversas de corredores, sobre uma possível missão emergencial numa "zona de conflito".
Depois, ruídos mais fortes, com o pedido de "uma tal de lista"...
Cozimento em banho-maria por quase uma semana...
(Vai... Não vai... Quem vai?)
Na véspera do evento a confirmação: três "condenados" iriam para o Mato Grosso.
Correria: trancar o semestre da faculdade, fazer cópia da chave de casa, pagar contas...
Sem tempo prá muitas despedidas...
(Essa é a melhor parte, porque eu DETESTO essa coisa de despedida)
Aeroporto de Porto Alegre, quinta-feira, 28 de fevereiro, 17h!
Partida no horário previsto!
Partida no horário previsto!
Um pouso perfeito, nem pareceu que o avião tocou o solo!
Espera de 7 horas pela "baldeação" em Brasília!
Alguns colegas do Nordeste perdidos no aeroporto, indo para outro estado...
Mesmo trabalho, outro lugar.
Troca de informações: não fomos os únicos "arrebanhados a toque de caixa"!
Mais um vôo no horário...
(Fim do caos aéreo?)
Leve turbulência...
(Já peguei piores...)
Chuva...
Quase uma hora dando voltas sobre o aeroporto sem poder pousar...
(Tenho pena de quem tem medo de avião...)
Chuva...
Quase uma hora dando voltas sobre o aeroporto sem poder pousar...
(Tenho pena de quem tem medo de avião...)
Aeroporto de Cuiabá, sexta-feira, 29 de fevereiro, 2h da manhã!
Ônibus até a rodoviária somente pela manhã.
Ônibus até a rodoviária somente pela manhã.
Tarifas exorbitantes dos taxistas!
Ronda em busca de hotel.
Ronda em busca de hotel.
Tudo lotado ou muito caro!
Parada final: banho frio, teias de aranha no teto, chaves que abrem todas as portas e café-da-manhã de última!
LIÇÃO n°1: Sempre providenciar pessoalmente a reserva do hotel, pois, segundo a Lei de Murphy, ninguém vai se lembrar de tratar do assunto...
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